sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Teoria dos Ídolos de Francis Bacon


Para Bacon, o intelecto humano, ferramenta de perscrutação da natureza, se encontrava, na época do filósofo,  ocupado com noções falsas, que impediam seu uso e poder de forma a desvendar e transformar a natureza para o proveito da humanidade.
Essas noções,  ou ídolos deletérios no entendimento, tornavam o intelecto obtusado. Ele enumerou quatro  óbices que chamara de ídolos: Ídolos da Tribo; Ídolos da Caverna; Ídolos do Foro e Ídolos do Teatro. Vejamos:
Ídolos da Tribo: encontram-se na própria natureza humana e pertencem a espécie humana. Para Bacon os sentidos e o intelecto humanos são comparados a um espelho que distorce e corrompe aquilo que reflete, o universo. Por isso essas faculdades, por si sós, não são suficientes para interpretar a natureza, de forma a se aproximar de sua real essência
(Nossos sentidos e opiniões nos enganam com miragens e devaneios);
Ídolos da Caverna: somando-se a limitação da própria natureza humana há mais outra insuficiência – uma distorção no entendimento semelhante a uma caverna  - corrompedora da  luz que vem da natureza, luz essa que traria a informação reveladora da verdade e realidade.  Essa caverna é a variação da predisposição dos indivíduos, acrescida de uma natureza singular influenciável por opiniões externas e informações de diversos meios (mídias). Tudo isso empanando o descortino do verdadeiro conhecimento
(o excesso de informação não fundamentada somada a idiossincrasia acarretam erros);
Ídolos do Foro: o filósofo entende que as relações sociais, com seu jogo de palavras que dissimulam o embate das forças sociais declaradas e subliminares, também corrompem o entendimento e clareza da ciência e do saber em todos os campos do conhecimento;
( A linguagem, por sua condição simbólica, e também manipulada por dominação de classe, não define os objetos a que pretende pertencer. Há um distanciamento da ciência objetiva);
Ídolos do Teatro: esses ídolos, os falsos conceitos, são as ideologias; sejam quais forem as doutrinas, elas, por pretenderem representar o mundo em um sistema,  atuariam como que um drama fictício, tornando o mundo, por esses sistemas, um teatro de ilusão. Essas ideologias são produzidas por engendramentos filosóficos, teológicos, políticos e científicos, todos, reforçando, ilusórios.
(Assim como uma cena de teatro pretende reproduzir fatos em drama, as demonstrações filosóficas estéreis arremedam e iludem com falsas verdades pretensas verdades. Bacon adverte no aforismo LXII, parte final, contra a sofística, a empírica e a supersticiosa formas de  usar teorias alienantes).
Para esses males Francis Bacon propunha uma ciência verdadeira, baseada na experimentação e investigação,  que pelo  método da indução propiciaria axiomas mais sólidos, reproduzíveis e comprovados.
Márcio de Carvalho Bitencourt

10 comentários:

  1. isso tudo é um pouco surpeficial deveria se aprofunda mais no assunto. Isso é apenas minha opinião... Mais ficou bom.

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  2. Para quem tem prova sobre isso e não entendeu nada na sala pois estava fazendo segunda chamada, tah óoooooooootimo, muito obrigada!

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  3. Olá! Boa tarde.
    Eu estava procurando sobre Francis e a sua teoria, e amei a descrição dada por vocês.
    Muito obrigada.
    Parabéns.

    *** Beijos, Carol ***

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  5. Não gostei muito do artigo.Tem vários muito melhores na internet.

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  6. se isso tiver os exemplos era isso que procurava

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  7. Gostei.. Era o que eu estava procurando e bem resumido.. Valeu

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  8. Muito bom. Me ajudou em um trabalho e clareou as ideias. Obrigado!

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