Quando o último fruto for comido, talvez a humanidade reflita seus valores e em tudo que fizeram, de caso pensado, com o Planeta e seu próximo. Porém aí... Será tarde!
Para Bacon, o intelecto humano, ferramenta de perscrutação da natureza, se encontrava, na época do filósofo, ocupado com noções falsas, que impediam seu uso e poder de forma a desvendar e transformar a natureza para o proveito da humanidade. Essas noções, ou ídolos deletérios no entendimento, tornavam o intelecto obtusado. Ele enumerou quatro óbices que chamara de ídolos: Ídolos da Tribo; Ídolos da Caverna; Ídolos do Foro e Ídolos do Teatro. Vejamos: Ídolos da Tribo : encontram-se na própria natureza humana e pertencem a espécie humana. Para Bacon os sentidos e o intelecto humanos são comparados a um espelho que distorce e corrompe aquilo que reflete, o universo. Por isso essas faculdades, por si sós, não são suficientes para interpretar a natureza, de forma a se aproximar de sua real essência (Nossos sentidos e opiniões nos enganam com miragens e devaneios); Ídolos da Caverna: somando-se a limitação da própria natureza humana há mais outra insuficiência – uma di...
Maquiavel Maquiavel afirmava que os estados que existem ou já existiram são e foram sempre repúblicas ou monarquias, estas correspondendo ao que ele denomina principado e aquelas, aristocracia e democracia - segundo o número de seus dirigentes. Diz que há duas distinções nos principados, o hereditário, com base em uma lei de sucessão; novos, pode-se conquistar mesmo não sendo príncipe. No principado hereditário há duas espécies: que governa com poder absoluto, onde súditos e ministros são servos; ou que governa com a intermediação da nobreza. Nos principados novos são quatro as espécies, de acordo com a forma da conquista: pela virtù; pela fortuna; pela violência; através do consentimento do povo. Os dois primeiros sendo mais duradouros. Porém na obra sobre Políbio, ele deixa entrever que sua tendência é pela República (inspirado na romana mista), um equilíbrio de três poderes: monarquia (cônsules), aristocracia (senado) e democracia (povo) - por se regularizarem num equilíbrio de forç...
No interior do pensamento de Nietzsche a afirmação de niilismo no platonismo e no cristianismo é uma consequência natural. Para Nietzsche esta vida que se tem e todo seu devir é tudo que o universo nos tem dado. É na existência atual que o homem superior exerce sua “vontade de poder”, antes de voltar a ser húmus. Nem por ser consciente de sua condição de “húmus” ele nega a vida atual pelo escapismo de uma metafísica niilista. Nietzsche afirma que Platão e Sócrates sistematizaram uma moral e racionalidade de capitulação diante da vida e suas exigências, por não poderem suportar, por suas fraquezas, a vida por si mesma, sem a ilusão de mais nada que ela mesma. Criaram um mundo ilusório, que serviu a hegemônica cristandade, que também inebria o homem fraco com suas promessas ilusórias de castelo onírico e etéreo. Por isso, para concordar ou não com Nietzsche é preciso entendê-lo dentro de suas perspectivas. Na sua lógica há uma coerência quando ele afirma serem niilista o...
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